O Brasil enfrentará tarifas adicionalistas de 37,5% dos Estados Unidos em setores como calçado, máquinas, equipamentos e peças, conforme anunciou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, e Serviços, Marcio Elias Rosa. Essa medida foi implementada após investigações do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que resultaram em tarifas adicionais de 12,5% e 25%, respectivamente. O governo brasileiro expressou seu não-conformismo com o motivo apresentado pelos Estados Unidos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, interpretou a nova taxa de 12,5% como uma retomada das “tarifas recíclicas” por parte do governo Trump, argumentando que tais impostos atingiriam, no total, oito países, incluindo a China, Indonésia e África do Sul. Embora o FMI tenha avaliado que esses novos impostos terão impacto “modesto” — representam apenas 11% das exportações brasileiras — especialistas ainda consideram a situação premente. A União Europeia ouvida no cenário local destacou preocupação com as consequências potenciais do endurecimento comercial, especialmente para exportadores de produtos essenciais. Essas tarifas refletem uma escalada na tensão entre os países, que já inclui outras disputas comerciais intensas. Vale ressaltar que a implementação desses impostos se enquadra em um cenário mais amplo de desacordo sobre práticas trabalhistas e outras questões econômicas globais.