A avalanche que atingiu a fronteira entre o Nepal e o Tibete, na terça-feira (26), resultou em pelo menos 392 mortos e mais de 1.400 desaparecidos, segundo balanço atualizado pela polícia nepalesa. O desastre, que envolveu uma torrente de rochas e lama, destruiu vilarejos e infraestruturas, deixando a região em estado de alerta. A China alertou que um lago formado após o deslizamento apresenta "alto risco" de romper, causando novas inundações.

O especialista em riscos geológicos Domingos Rodrigues explicou que o processo de erosão na região é natural, mas o problema surge quando áreas de alto risco são ocupadas. O desastre, que matou cerca de 390 pessoas, foi acompanhado por alertas de que o lago de detritos pode romper a qualquer momento. A região, localizada na fronteira entre os dois países, sofreu danos significativos, com infraestrutura destruída e comunicações interrompidas.

A China e outros países vizinhos estão fornecendo "socorro imediato" à região, segundo o embaixador nepalesa. A situação é descrita como "dramática" devido à escala do desastre e à dificuldade de acesso às áreas afetadas. A comunidade internacional está mobilizada para ajudar na busca por sobreviventes e no resgate de vítimas. O alerta para novas inundações mantém a população em estado de alerta, enquanto as autoridades trabalham para estabilizar a situação.