Ministro Gilmar Mendes defende a saída de delegados da Polícia Federal que atuam nos gabinetes do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a uma crise interna envolvendo o ministro Luís Roberto Barroso (Moraes), o ministro André Mendonça e o advogado Andrei Rodrigues. A proposta de Gilmar foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, e busca evitar interferência em investigações. A situação se agravou com a divulgação de depoimentos que sugerem conflitos dentro do tribunal.

Renan Santos, líder do Partido Republicano (PR), protocolou pedidos de impeachment contra Moraes e o ministro Luís Roberto Barroso, além de outros membros do STF. A ação surge em um contexto de tensão crescente, com acusações de envolvimento em casos de corrupção e interferência política. O caso Master, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, também contribuiu para a polarização dentro do tribunal.

O ministro Fachin foi encorajado a manter a temperatura baixa e não pautar imediatamente relatórios solicitados por Mendonça. A situação tem gerado impasse, com ministros ignorando a crise e mantendo posturas divergentes. Ex-advogado-geral da República, Claudio Fonteles, defendeu a investigação de Moraes e a afastamento de Gonet do caso Master.

O STF vive um momento de instabilidade, com debates sobre a independência judicial e a conduta de seus membros. A situação pode ter consequências significativas para a imagem e a legitimidade do tribunal.