A Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira que os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos serão encerrados antes do prazo original, em resposta a críticas do presidente Donald Trump. A decisão, divulgada pelo Exército sul-coreano, vem após Trump acusar a Coreia do Sul de "revanchismo" e de manter exercícios militares que "desencorajam a paz". Os treinamentos, que normalmente ocorrem em agosto, serão interrompidos na sexta-feira, reduzindo significativamente a escala das manobras.

A redução dos exercícios foi confirmada por fontes da mídia sul-coreana, que destacaram que a mudança reflete a pressão política exercida por Trump. A Coreia do Sul, que tem uma aliança estratégica com os EUA, tem buscado equilibrar sua posição diante das tensões regionais, especialmente com a Rússia e o Irã. A decisão também ocorre em um contexto de discussões sobre a segurança na península coreana e a influência dos EUA na região.

A redução dos exercícios pode ter implicações para a cooperação militar entre os dois países, que tem sido um pilar da política de defesa da Coreia do Sul. Apesar da mudança, os EUA mantêm sua presença militar no país, com bases e tropas estacionadas. A situação reflete as complexas relações geopolíticas na Ásia Oriental e as pressões políticas internas nos Estados Unidos.