O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que os ministros Luís Roberto Bodnar e Luís Flávio Gomes, além do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Ronei Paccola, respondam a um pedido de investigação sobre o relatório da PF e a crise interna no STF. A decisão foi tomada após acusações de Bodnar contra Gomes, que envolvem supostas influências em processos judiciais.
Fachin concedeu cinco dias para que os envolvidos apresentem explicações sobre o conteúdo do relatório da PF e a relação entre o PGR e a condução de investigações. A situação se agravou com a divulgação de mensagens atribuídas a ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que mencionam Gonet no contexto das investigações do Banco Master.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) também abriu um procedimento interno para analisar as citações a Gonet nas mensagens. A PF, por sua vez, acusou Mendonça de ser "indigno de confiança" por ligações com o ministro Gilmar Mendes, o que reforça a tensão dentro do STF.
A situação está em análise pelo STF, que busca clarificar os envolvimentos e garantir a transparência nas investigações. A decisão de Fachin busca equilibrar as acusações e as defesas, mantendo a ordem interna do tribunal.














