Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, intensificou pressões contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante um ato na Avenida Paulista. A manifestação, organizada por aliados do presidente eleito, visava criticar ações do ministro e reforçar a imagem de unidade do bolsonarismo. A crise interna no STF, alimentada por acusações contra Moraes e o julgamento do habeas corpus de Bolsonaro, tornou-se tema central do evento.

O ato reuniu centenas de pessoas, incluindo figuras políticas e religiosas, que chamaram Moraes de "inimigo da democracia" e criticaram ações do STF contra o ex-presidente. A pressão sobre o ministro ganha força com a divulgação de mensagens internas que, segundo críticos, revelam influência política no Supremo. A situação agrava a polarização e coloca em xeque a legitimidade do STF.

A crise no STF também afeta o processo de julgamento do habeas corpus de Bolsonaro, que conta com apenas dois votos contrários. A pressão externa pode influenciar a decisão, enquanto a impunidade de figuras políticas é questionada por analistas. A polarização crescente e a divisão interna no Supremo tornam o cenário eleitoral mais turbulento.

A situação reflete uma tensão maior entre o poder executivo e o judiciário, com o STF sendo visto como alvo de críticas e ataques por parte de setores da sociedade. A legitimidade da Corte é colocada em xeque, enquanto o processo eleitoral se aproxima.