Ailton de Aquino, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), afirmou à Polícia Federal em depoimento realizado em 25 de maio que não confiava nos diretores de Campos Neto no BC e mencionou "vazamentos" como um dos temas abordados. O depoimento foi feito sob a supervisão de Lula, que era então ministro da Casa Civil. Aquino, que foi indicado por Lula para assumir a direção da Fiscalização do BC, destacou a preocupação com a transparência e a integridade das operações do banco.

O ex-diretor destacou a falta de confiança em relação a alguns diretores da instituição e mencionou a possibilidade de informações sensíveis terem sido divulgadas de forma inadequada. A Polícia Federal investiga possíveis irregularidades no BC, incluindo acusações de corrupção e gestão inadequada. A situação envolve nomes ligados ao governo anterior e à gestão do BC, com Lula sendo citado como figura central no processo.

A investigação segue em andamento e não há informações sobre a conclusão das apurações. A relação entre Lula e o BC tem sido alvo de atenção por parte da mídia e dos órgãos de controle, especialmente após a prisão do ex-presidente em 2018. O caso continua sendo acompanhado com cuidado, dada a sua relevância política e a possibilidade de impacto na gestão do banco.