Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, teria demonstrado desconfiança em relação ao procurador-geral da República, Rodrigo Gonet, por sua proximidade com o ministro Gilmar Mendes. A informação foi divulgada por um relatório da Polícia Federal (PF), citado pelo ministro Alexandre de Moraes em uma ação contra Mendonça. Segundo o documento, Mendonça considerava Gonet "indigno" por sua relação com Gilmar, e pretendia que ele fosse colocado como testemunha nas investigações, limitando sua atuação no inquérito.

A PF afirma que Mendonça demonstrava desconfiança em relação ao diretor-geral da corporação, por sua proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório também menciona que Mendonça cogitava transformar Gonet em testemunha, o que poderia influenciar a condução das investigações. A PF alega que essa postura reflete uma desconfiança política, com insinuações sobre o comando do Senado e a composição do STF.

O caso envolve questões de conflito de interesses e relações institucionais dentro do Poder Judiciário. A PF não detalhou quais crimes seriam investigados, mas o relatório sugere que a desconfiança de Mendonça se estende a figuras próximas a Gilmar Mendes. A situação ainda não foi formalmente acusada, e o conteúdo do relatório permanece em análise.