O relatório da Polícia Federal (PF) que revela trocas de mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro gerou reações dentro do próprio tribunal. O procurador-geral da República, Augusto de Lara Gonet, pediu a anulação do relatório, alegando que o plenário do STF deveria decidir sobre eventuais investigações de seus próprios ministros, e não o ministro André Mendonça. A PF, por sua vez, aponta que as comunicações sugerem que Moraes orientou Vorcaro durante a crise do Banco Master, que envolveu ações da PF contra o empresário.

As mensagens, divulgadas por veículos de imprensa, indicam que Moraes questionou Vorcaro sobre possíveis operações da PF e que o empresário, por sua vez, expressou preocupação com a situação do banco. Além disso, foi revelado que Moraes trocou de telefone durante a investigação, o que gerou suspeitas sobre a transparência do processo. O relatório também mostra que Vorcaro chegou a comentar sobre o destaque dado ao ministro Tarcísio, sugerindo uma possível influência política.

O presidente do Senado, Randolfe Filho, já criticou a situação, afirmando que 109 pedidos de impeachment contra o STF "não é normal". A situação eleva a tensão dentro do Supremo, com debates sobre a imparcialidade e a conduta de membros do tribunal. A PF, por sua vez, mantém que o relatório é uma ferramenta para garantir a transparência e a legalidade nas investigações.