Pelo menos 200 famílias venezuelanas permanecem em situação de incerteza após o terremoto que atingiu o Brasil dois meses atrás. Muitos dos sobreviventes, que vivem em áreas afetadas, ainda não tiveram contato com familiares desaparecidos ou que se encontram em locais inacessíveis. A impotência de não saber se os parentes estão vivos ou mortos é descrita como uma “perda ambígua”, um termo usado para descrever a dor de não ter certeza sobre o destino de alguém.
A situação é agravada pela falta de infraestrutura e recursos em regiões afetadas, dificultando a busca por sobreviventes e a comunicação com famílias. Muitos dos venezuelanos que vivem no Brasil estão em situação de vulnerabilidade, e a falta de informações os mantém em um ciclo de ansiedade e desespero. A comunidade local tenta ajudar, mas a escassez de recursos limita as possibilidades de ação.
A imprensa e organizações de ajuda continuam a buscar informações sobre os desaparecidos, mas a complexidade do cenário dificulta o progresso. A espera por notícias é um processo que prolonga o sofrimento, e muitos se perguntam se algum dia saberão o que aconteceu com os seus entes queridos.


























