O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, nesta quinta-feira, elevar novamente as taxas de juro em 25 pontos base, atingindo 2,5%. A medida, segundo o comunicado do BCE, visa conter a inflação acelerada, influenciada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio. A decisão foi unânime e considerada "muito fácil" pela presidente do BCE, Christine Lagarde.
A subida ocorre após a guerra entre Israel e Irão, que intensificou os preços globais da energia e gerou insegurança na região. A nova taxa, o mais alto nível desde 2025, impactará as famílias e empresas da zona do euro, aumentando custos de empréstimos e reduzindo a disponibilidade de crédito. Analistas alertam que o cenário permanece incerto, com risco de impactos na economia.
As bolsas europeias reagiram negativamente à decisão, com quedas generalizadas, pressionadas também pela alta dos preços do petróleo. O aumento dos juros pode afetar a compra de imóveis e o custo de vida, especialmente para os portugueses, que já enfrentam pressões inflacionárias. O BCE mantém a vigilância sobre a situação, com expectativa de mais ajustes nas próximas reuniões.




























