A educação em Portugal apresenta um fosso significativo entre alunos de famílias com diferentes níveis de renda, segundo um estudo recente. Os alunos das famílias mais favorecidas obtêm, em média, 92 pontos a mais em Ciências do que os de famílias carenciadas, revelando uma desigualdade que contraria a tendência de redução de disparidades observada na OCDE.

O relatório destaca que a origem familiar continua a ser um fator determinante no desempenho escolar, apesar das políticas públicas voltadas para a igualdade. A diferença persiste mesmo após considerar outros fatores como o nível de educação dos pais ou o acesso a recursos.

A OCDE, em seus relatórios anteriores, registrou uma diminuição geral nas desigualdades educacionais em muitos países desenvolvidos. No entanto, Portugal mantém uma brecha que, segundo os dados, é uma das maiores da OCDE. Especialistas alertam que a situação exige uma reavaliação das políticas educacionais para garantir oportunidades iguais a todos os alunos.

A pesquisa chama a atenção para a necessidade de investimento em educação de qualidade, especialmente em áreas mais vulneráveis, para reduzir as disparidades e promover uma sociedade mais equitativa.