Um estudo publicado por analisa a formação dos ministros portugueses desde 1976, revelando como mudou o processo de recrutamento da elite governativa. A pesquisa mostra que fatores como experiência política, competência técnica e proximidade com partidos influenciam fortemente as nomeações. Os resultados destacam uma evolução nos critérios utilizados ao longo dos anos. Até os anos 90, a experiência política era um fator dominante, mas nos últimos decênios, a competência técnica e a ligação partidária ganharam mais peso. O estudo também aponta uma maior diversidade na formação dos ministros, embora a maioria ainda provém de elites tradicionais. A pesquisa sugere que a transparência e a meritocracia estão em constante debate no sistema político português.