A liderança do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em Lisboa, anunciou uma posição de boicote ao referendo constitucional previsto para a Guiné-Bissau. A decisão foi divulgada após uma reunião virtual da Comissão Permanente do partido, presidida por Domingos Simões Pereira. O líder do PAIGC, que reside atualmente em Portugal, apresentou a posição como uma reação às condições propostas para o referendo, consideradas inadequadas pela direção do partido.

O boicote foi apoiado por vários membros da direção do PAIGC, que acreditam que o referendo não respeita os direitos dos cidadãos e não garante uma democracia verdadeira. A decisão foi vista como uma reação ao que os membros do partido consideram uma tentativa de imposição de mudanças sem consulta adequada. A situação eleva tensões políticas na Guiné-Bissau, onde o partido tem uma influência histórica.

A reunião em Lisboa reforça a presença do PAIGC em Portugal, onde vários membros do partido residem e trabalham. A posição do partido pode ter implicações para as eleições e a estabilidade política do país. A situação continua a ser monitorada por observadores internacionais.