Migrantes atravessam fronteira com Marrocos para entrar em Ceuta
Milhares de migrantes atravessaram a fronteira entre Marrocos e Ceuta, cidade espanhola na fronteira com o país africano, em uma operação que chocou o mundo e levantou críticas contra a política migratória da União Europeia (UE) e Espanha. A entrada em massa ocorreu há pouco mais de uma semana, com imagens de pessoas nadando até a cidade, que fica a apenas alguns quilômetros da costa marroquina (oglobo.globo.com).
O Partido da Esquerda Europeia (PEE), que reúne partidos de esquerda anticapitalista, acusou o governo marroquino de usar a situação como "chantagem política" contra Espanha e a UE, alegando que a entrada de migrantes não foi um "acontecimento fortuito" (dnoticias.pt). O PEE acredita que o rei Mohamed VI de Marrocos está pressionando a Espanha para obter concessões políticas ou econômicas.
A Comissão Europeia, em 2015, já havia alertado Espanha sobre a necessidade de buscar alternativas às concertinas nas fronteiras de Ceuta e Melilla, recomendando uma vigilância "proporcional e respeitosa dos direitos fundamentais" (executivedigest.sapo.pt). A situação atual reforça a complexidade da gestão da fronteira e a importância estratégica do Estreito de Gibraltar para a Europa.




























