Os ministros de Finanças de Portugal, Alemanha, Itália, Áustria, Polónia e a ministra da Economia espanhola solicitaram à Presidência irlandesa da União Europeia a abertura de um debate sobre a criação de um imposto sobre os superlucros das empresas petrolíferas. A proposta visa cobrar uma taxa sobre os ganhos extraordinários das grandes corporações energéticas, especialmente em relação aos aumentos de preços provocados pela guerra no Golfo Pérsico.

A carta enviada aos responsáveis da UE foi assinada por representantes de seis países, incluindo Portugal, e pede que a questão seja discutida durante a próxima reunião informal do Ecofin, em Dublín, nos dias 18 e 19 de setembro. A proposta é vista como uma forma de equilibrar a pressão inflacionária causada pelos lucros elevados das petrolíferas.

Os países envolvidos acreditam que uma taxa direcionada pode ajudar a reduzir os custos para os consumidores e a estabilizar os preços dos combustíveis. A iniciativa também busca criar um mecanismo mais duradouro e europeu para fiscalizar as grandes empresas energéticas. A discussão ainda não tem data certa, mas a pressão por uma resposta comum está aumentando.