Segurança Social enfrenta proposta de reforma estrutural para garantir sustentabilidade. Um grupo coordenado por Jorge Bravo apresentou um relatório que sugere mudanças profundas no sistema de pensões. A proposta baseia-se em contas individuais de contribuição definida e inclui novos planos, desde poupança automática desde a infância até mecanismos que transformem a casa própria dos idosos em rendimento.

O relatório desmente a ideia de excedentes financeiros no sistema, afirmando que a "ilusão quanto à performance financeira" foi desmentida. Jorge Bravo, líder do grupo, classificou os excedentes anunciados nos últimos anos como uma ilusão. A análise indica que o défice da Segurança Social atingiu quase 2 mil milhões de euros, contrariando projeções anteriores.

Manuel Caldeira Cabral, ex-ministro da Economia, analisou as conclusões do relatório, alertando que o défice "está lá e vai provavelmente agravar-se nos próximos 20 anos". O partido reagiu à proposta, criticando a tentativa de "privatizar" o sistema. A reforma enfrenta resistência, mas é vista como necessária para garantir a sustentabilidade a longo prazo.

A proposta ainda não foi aprovada e enfrenta debates políticos e sociais. A reforma estrutural visa modernizar o sistema e garantir sua viabilidade financeira, mas o caminho para sua implementação é complexo e polêmico.