A nova obra de Ruben Alves, *Santo António – O Casamenteiro de Lisboa*, estreou esta quinta-feira nos cinemas. O realizador luso-francês, que vive entre Portugal e França, apresenta o filme como uma carta de amor a uma cidade em vias de extinção. Em entrevista, Alves descreve o longa-metragem como um apelo à ação, alertando para os riscos de uma Lisboa que pode virar museu.
Alves aborda temas como a gentrificação e o contraste entre tradições e modernidade. Ele menciona a pressão de transformar bairros históricos em áreas mais caras, afetando a população local. O filme, segundo ele, reflete uma cidade que teme perder sua essência.
O realizador também comenta sobre o impacto do dinheiro na cultura, criticando a ideia de que alguns artistas não se corrompem com o sucesso. Para ele, a realidade é mais complexa. A obra, que mistura humor e crítica social, busca provocar reflexão sobre o futuro da capital portuguesa.
Alves revela que sente-se ainda em casa em Lisboa, mas reconhece que a cidade mudou. Para ele, o amor pela cidade é agora um esforço, algo que antigamente era natural. O filme, então, é tanto uma homenagem quanto uma advertência.

























