Um tribunal invalidou recentemente um despacho do diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, que autorizava o uso de bens confiscados ao traficante Rúben Oliveira, conhecido como “Xuxas”. A decisão, tomada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa em novembro de 2022, declarou sem efeito a ordem com que Neves solicitava a utilização de cerca de trinta bens apreendidos na residência do criminoso. A PJ, que ainda não foi informada da proibição, continua a usar os bens, segundo informações divulgadas por fontes oficiais.
A decisão judicial surge em um contexto de controvérsias envolvendo Neves, que, enquanto diretor da PJ, enfrentou críticas por sua postura contra o populismo e por desmentir afirmações de políticos como Andrés Ventura sobre a criminalidade. A situação reforça a complexidade das relações entre a polícia e figuras políticas, especialmente em um momento em que a moção de censura de Ventura é considerada um gesto simbólico, mas que também pode ser visto como uma forma de vingança pessoal.



















