A União Europeia registrou mais de 33 mil regressos de cidadãos não residentes no primeiro semestre de 2024. A maioria dos casos foi de regressos voluntários, que ocorreram após o esgotamento das vias legais de permanência. Países como Alemanha, França, Chipre, Bélgica e Suécia tiveram um aumento significativo no número de regressos apoiados.

A situação reflete uma mudança na política migratória da UE, com uma redução nas solicitações de asilo e um aumento na cooperação entre os Estados-membros. A Alemanha, que lidera o número de regressos, enfrenta desafios crescentes com a ascensão de partidos de direita radical no cenário político.

Além disso, a Europa vive uma intensa temporada eleitoral, com eleições previstas em países-chave como França, Itália, Espanha e Polônia. Bruxelas teme que partidos mais extremistas possam ganhar força com o aumento da polarização política.

A pressão sobre a União Europeia aumenta com a necessidade de equilibrar segurança e direitos humanos, enquanto os governos tentam lidar com as implicações de uma migração em declínio.