O ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou uma proposta para vetar a atuação de integrantes da Polícia Federal (PF) e das Forças Armadas em gabinetes dos magistrados do tribunal. A medida, apresentada no sábado (5), visa reforçar a independência do Poder Judiciário e limitar a influência de outros órgãos no funcionamento interno da corte. A proposta foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, e prevê a proibição de servidores cedidos por órgãos como a PF e as Forças Armadas atuarem como funcionários nos gabinetes dos juízes.
A decisão ocorre em um contexto de tensão dentro do STF, com críticas a práticas de perseguição e influência política. Durante a semana, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, destacou a necessidade de rigor na apuração de casos e respeito ao sigilo da advocacia. Além disso, o ex-ministro Mello expressou arrependimento por ter apoiado a indicação do ministro Edson Fachin em 2017.
O veto também envolve a presença de delegados da PF e militares nas dependências do STF. A medida busca garantir que as decisões judiciais sejam tomadas com autonomia e sem interferência externa. A proposta ainda será analisada pelo plenário do STF antes de ser implementada.



























