Equipes de resgate procuravam nesta quinta-feira cerca de 1.300 pessoas desaparecidas após inundações e deslizamentos na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Pelo menos 165 pessoas foram confirmadas como mortas, segundo relatos das autoridades locais. A tragédia ocorreu de forma repentina, com rios transbordando e terrenos saturados deslizando, afetando áreas montanhosas e turísticas.

A origem do desastre não foi um sismo, mas sim a saturação de terrenos e a ruptura de lagoas devido à chuva intensa. Especialistas alertam que a região, já vulnerável por sua geografia, enfrenta riscos crescentes devido à atividade humana e mudanças climáticas. O Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas emitiu um comunicado sobre o risco de novas cheias, caso detritos bloqueiem rios.

Muitos dos desaparecidos são turistas, com alguns deles sendo cidadãos portugueses. A contagem de vítimas ainda é preliminar, e a situação permanece crítica. As autoridades trabalham em conjunto com equipes internacionais para localizar sobreviventes e avaliar os danos. A região continua sob alerta, com possíveis novos episódios de inundações.