O presidente do partido Chega, André Ventura, ameaçou apresentar uma moção de censura ao Governo se o primeiro-ministro não resolver a situação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, até ao fim do mês. A situação, considerada "grotesca" e "inaceitável" por Ventura, envolve acusações de má gestão e uso inadequado de bens apreendidos em operações contra o tráfico de droga.

A polémica envolve bens avaliados em 400 mil euros, incluindo sofás, televisões e equipamentos de ginásio, cuja destinação ainda não foi esclarecida. A Polícia Judiciária declarou a utilidade operacional desses bens, mas a falta de transparência gerou críticas. O antigo ministro da Administração Interna, Mesquita Nunes, também criticou a situação, afirmando que a moção de censura é inútil.

O partido Chega, que já manifestou insatisfação com a gestão de Luís Neves, reforça a sua posição ao dar um prazo claro para que o governo resolva o caso. A pressão aumenta com a possibilidade de uma moção de censura, que pode ter impacto político significativo.

A situação envolve uma série de acusações e críticas, que colocam em questão a ética e a transparência na gestão de bens públicos. A falta de respostas claras tem gerado descontentamento entre parlamentares e cidadãos. A situação pode evoluir rapidamente, dependendo da reação do governo.