A região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, na China, foi atingida por inundações e deslizamentos de terra, causados por fortes chuvas, resultando em pelo menos 157 mortos, segundo informações da polícia. A tragédia ocorreu na quarta-feira, dia 26 de agosto, e afetou áreas montanhosas do Himalaio, onde as condições geográficas tornaram a emergência ainda mais crítica.

Testemunhas relatam que as águas subiram rapidamente, inundando vilas e deixando casas parcialmente submersas. Um piloto de helicóptero que testemunhou o desastre descreveu ondas de até seis metros, causadas por deslizamentos de terra que bloquearam rios e causaram enchentes. A situação foi agravada pela falta de infraestrutura adequada para lidar com eventos climáticos extremos.

O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou esforços maximizados para resgatar as vítimas e ajudar as comunidades afetadas. A China e o Nepal estão colaborando para fornecer assistência humanitária, incluindo alimentos, abrigo e equipamentos de resgate. A causa principal do desastre foi atribuída a chuvas intensas, que saturaram o solo e provocaram deslizamentos e inundações em áreas de difícil acesso.

A tragédia reforça as vulnerabilidades das regiões montanhosas diante de eventos climáticos extremos, destacando a necessidade de investimentos em infraestrutura e alertas antecipados. As autoridades estão trabalhando para avaliar o impacto total e planejar ações de reconstrução.