O conflito entre os EUA e o Irão mantém-se em tensão, sem uma estratégia clara definida, segundo analistas portugueses. O coronel José Carmo, em declarações recentes, afirmou que a estratégia atual dos Estados Unidos passa por "estrangular economicamente o Irão", após o fracasso de tentativas militares de fazer o país asiático capitular. A análise revela que, apesar das perdas devastadoras no terreno, o Irão pode considerar-se como tendo ganho na dimensão militar.

Bernardo Valente, especialista em relações internacionais, defende que a ausência de um calendário definido para o Irão, sob o governo Trump, reflete uma falta de estratégia clara para o conflito. Segundo ele, as sanções impostas pelos EUA têm limitações, pois não visam diretamente as refinarias privadas, o que pode reduzir seu impacto esperado.

A situação permanece em equilíbrio delicado, com ambos os lados buscando influência no cenário regional. A falta de uma abordagem estratégica unificada pode agravar a instabilidade, mas também oferecer espaço para negociações futuras. O cenário ainda é imprevisível, mas a pressão econômica continua a ser uma ferramenta central nas relações entre os dois países.