A cidade de Sines, no Algarve, recebeu 95% do gás russo em 2025, segundo um documento divulgado esta sexta-feira. A Nigéria foi a maior operadora, representando 50% das operações de descarga, seguida dos Estados Unidos, com 43%, e a Rússia, com os restantes 7%. A informação foi revelada por fontes ligadas ao porto, que destacaram o papel crescente do país africano na logística de gás russo.
A Nigéria, que tem uma infraestrutura portuária desenvolvida, tornou-se um dos principais destinos para o gás russo, apesar das sanções internacionais. Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm uma presença significativa no comércio de gás, mesmo em meio a tensões geopolíticas. A Rússia, apesar de ser a origem do gás, representa apenas uma pequena parcela das operações, indicando uma dependência limitada do país no processo.
O aumento da atividade em Sines reflete uma mudança na dinâmica do comércio de gás, com novos atores emergindo no cenário internacional. A operação envolve navios russos que chegam ao porto, onde o gás é descarregado e distribuído para outros mercados. A situação continua a ser monitorada por autoridades portuguesas e internacionais, que analisam os impactos econômicos e geopolíticos.























