O presidente da Assembleia da República, Carlos贲, rejeitou o requerimento para a constituição de uma comissão de inquérito sobre a ação do ministro Luís Neves durante o seu mandato na polícia. A decisão foi anunciada em declarações oficiais, em que o presidente destacou a necessidade de identificar episódios e decisões que possam evidenciar interferência ou condicionamento político ou partidário.

A comissão de inquérito, inicialmente proposta por membros da oposição, visava investigar ações e decisões tomadas pelo ministro Luís Neves durante o seu período de governo. O presidente da Assembleia considera que, para ser admitida, o requerimento deve ser alterado, incluindo a definição de critérios claros para a seleção de episódios a serem analisados.

A oposição, representada pelo partido Chega, alertou que a comissão será rejeitada se o requerimento não for modificado. A discussão reflete um conflito político entre o Executivo e o Parlamento sobre a transparência e a responsabilização de agentes públicos.

A decisão do presidente da Assembleia gerou reações em diferentes setores políticos, com críticas e apelos para maior clareza nas investigações. O caso continua a ser acompanhado com atenção, especialmente por parte dos partidos que defendem a transparência na gestão pública.