Luís Neves, diretor-geral da Polícia Judiciária, foi informado antecipadamente sobre a auditoria que será realizada na instituição, segundo fontes oficiais. A medida, que ainda não foi divulgada publicamente, envolve a análise de contratos e obras públicas, incluindo as realizadas durante o seu mandato. O ministro da Justiça, Montenegro, teria alertado Neves sobre a possibilidade de auditoria, mesmo antes da divulgação oficial, segundo a fonte [zap.aeiou.pt]. O diretor-geral afirma, no entanto, que não está a pensar em demissão.
A auditoria está ligada a uma série de suspeitas de irregularidades, incluindo a forma como foram pagas algumas deslocações da PJ. Luís Neves contesta uma sanção de 2.500 euros e decidiu recorrer ao Tribunal de Contas, alegando que as deslocações ocorreram no âmbito de uma operação urgente e secreta [tvi.iol.pt]. Além disso, a investigação sobre uma possível cultura de informalidade na PJ, sob o seu comando, foi levantada por um deputado do Partido Socialista, que criticou a gestão de obras realizadas com o mesmo empreiteiro [sapo.pt].
O caso envolve também viagens da PJ ao Brasil, relacionadas a investigações sobre corrupção no consulado português no Rio de Janeiro e envolvimento com o Primeiro Comando da Capital. Essas viagens estão no centro de um julgamento no Tribunal de Contas, que pode ter implicações significativas para o diretor-geral [observador.pt].






























