Mais de 40% dos brasileiros utilizaram medicamentos sem comprovação científica para tratar a covid-19, segundo um estudo que ouviu 9.591 pessoas. A pesquisa, divulgada pela Folha de S.Paulo, revela que azitromicina, ivermectina e cloroquina foram os principais medicamentos citados pelos entrevistados. Apesar da falta de evidências de eficácia, esses tratamentos continuam sendo usados por muitos no país. O estudo também aponta que a confiança em remédios alternativos cresceu durante a pandemia, especialmente em regiões com menor acesso a informações médicas. A falta de regulamentação e a divulgação de notícias falsas contribuíram para a disseminação desses práticas. O uso de medicamentos sem eficácia pode agravar a situação de pacientes com covid-19, mas a pesquisa não fornece dados sobre os efeitos negativos desses tratamentos. O estudo busca entender os motivos por trás da confiança em remédios não comprovados e como combater a desinformação.