O Supremo Tribunal Federal (STF) vive uma crise interna agravada por investigações contra o ministro Alexandre de Moraes e pelo envolvimento de figuras políticas como Flávio Bolsonaro e Lula. A situação se intensificou com a convocação de uma sessão plenária para discutir a crise, após o presidente do STF, ministro Edison Fachin, ter marcado a reunião. A tensão cresce com a possibilidade de uma investigação contra Moraes, que tem sido alvo de críticas por sua atuação no combate à corrupção e por relações com políticos.

A disputa envolve também o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que buscou apoio do ministro Flávio Dino para retomar o cargo. A situação se torna eleitoral, com a crise no STF sendo usada como combustível político por ambos os lados. Além disso, a promoção de um irmão de André Mendonça em uma agência funerária de São Paulo, após seu voto em uma ação judicial, levantou questionamentos sobre influência política no STF.

A sessão extraordinária do STF, marcada para o dia 15, pode decidir se uma investigação contra Moraes será aberta. A crise reflete uma polarização crescente dentro do tribunal, com a ala que apoia Moraes se sentindo ameaçada por decisões que podem prejudicá-lo. O clima de tensão indica que a situação pode se agravar nos próximos dias.