Ministro do STF Alexandre de Moraes trocou de celular, chip e número de telefone após a Polícia Federal apreender dispositivos do banqueiro Daniel Vorcaro, acusado de envolvimento no caso Banco Master. A mudança ocorreu três meses após a prisão do empresário, em fevereiro de 2026, e vem à luz em meio a uma crescente pressão por investigações internas no Supremo Tribunal Federal.
A PF investiga 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e outros envolvidos, incluindo possíveis conexões com o ministro. A decisão de Moraes de alterar seus dados pessoais levantou suspeitas sobre a necessidade de proteger informações sensíveis. Paralelamente, o presidente do STF, Gilmar Mendonça, enfrenta críticas por tentar influenciar colegas para fortalecer sua posição dentro do tribunal.
Alguns parlamentares e analistas alegam que Moraes está tentando isolar-se dentro do STF para evitar investigações sobre suas próprias ações. A situação se intensifica com a instauração de 307 inquéritos sigilosos desde que Moraes assumiu a condução de casos de fake news. O cenário político se torna cada vez mais complexo, com a possibilidade de mudanças na composição do tribunal.
O ministro Flávio Dino, candidato do PL, defende a investigação de Moraes e acusa-o de não ter condições para continuar no STF. A crise no STF, que envolve acusações de corrupção e influência política, está gerando debates públicos e pressão por transparência.

























