O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendonça enfrenta pressões internas após relatório da Polícia Federal (PF) sugerir que ele teria discutido a possibilidade de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A informação, divulgada por uma fonte da imprensa, indica que Mendonça teria analisado ações contra o chefe da corporação, durante uma reunião com membros do STF.

A situação se intensificou com a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, que determinou que o caso de Mendonça seja incluído no inquérito sobre fake news, aberto com base em relatórios da PF. A PF, por sua vez, tem sido acusada de desgastar a imagem de Mendonça, que se opõe à investigação.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também entrou na disputa, com relatórios de inteligência citados por Moraes, que apontam ações contra Mendonça. O ministro Alexandre de Moraes, que lidera a investigação, tem sido pressionado por aliados para reagir a Mendonça, gerando uma crise dentro do STF.

Fachin deu cinco dias para que Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a PF explicem a situação. A tensão entre as instituições aumenta, com riscos de impacto na legitimidade do STF.