A Polícia Federal (PF) investiga uma operação de corrupção que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e servidores do Banco Central (BC). A investigação, que inclui conversas entre Castro e o empresário Danie Vorcaro, revelou que servidores do BC, como Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, receberam pelo menos R$ 6,8 milhões por informações privilegiadas. A PF também apreendeu um arsenal de armas, incluindo uma submetralhadora e 11 fuzis, que seria entregue a uma facção criminosa.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, negou uma solicitação da PF para realizar buscas contra Castro, apesar do aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além disso, o ministro Edson Fachin determinou que a PF informe em 24 horas sobre o estado e a custódia do celular de Vorcaro, antes de uma sessão do STF. A PF também pediu para usar a mansão de Vorcaro como base operacional em Minas Gerais, mas a solicitação foi negada.
A investigação envolve acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos. A PF está analisando documentos e conversas que indicam que Vorcaro pagava servidores do BC por informações privilegiadas, incluindo viagens internacionais e contratos falsos. A operação, que tem como alvo figuras políticas e empresariais, está em andamento e pode resultar em prisões e penas severas.

























