O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu julgar os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça de forma separada. A decisão foi anunciada após a negativa ao pedido de Moraes de que os processos fossem analisados em sessão conjunta. O ministro Moraes havia solicitado que os julgamentos ocorressem juntos, mas a solicitação foi rejeitada.
Fachin marcou a sessão plenária extraordinária para a próxima terça-feira (15) para analisar o relatório da Polícia Federal sobre o caso de Moraes. Já o julgamento de Mendonça será realizado em 23 de setembro. A decisão reforça a separação dos processos, que envolvem acusações de práticas administrativas e relações impróprias.
A divisão dos julgamentos ocorre em um contexto de polarização política no STF, com diferentes grupos dentro da corte. Pesquisas recentes indicam que 28% dos brasileiros querem o impeachment de Moraes e 12% de Mendonça, enquanto 34% defendem o afastamento de Moraes e 37% de Mendonça. A situação reflete a complexidade das relações dentro do Supremo.
A negativa de Fachin ao pedido de Moraes pode ser vista como uma tentativa de manter a independência e a neutralidade dos julgamentos, embora a polarização continue a ser um fator relevante no processo.





























