A Polícia Federal (PF) investiga alegações de pagamento de servidores do Banco Central (BC) a um grupo de empresários, incluindo o banqueiro Daniele Vorcaro. Segundo informações obtidas pela PF, servidores do BC, como Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, receberam pelo menos R$ 6,8 milhões por "assessoria informal" prestada a Vorcaro. A investigação aponta que os servidores teriam fornecido informações privilegiadas em troca de vantagens financeiras.

A PF também revelou que Vorcaro teria pago mesadas de até R$ 760 mil a servidores do BC, além de contratos de fachada e viagens internacionais. A investigação está relacionada a uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que solicitou ações para apurar possíveis irregularidades.

Além disso, a PF informou que tem condições de enviar dados do celular de Vorcaro ao STF. A investigação também mostra que Eduardo e Flávio, irmãos de Vorcaro, solicitaram uma reunião com ele em um dia de mudança para os EUA, o que gerou suspeitas sobre possíveis conexões com a operação. A PF continua a apurar os fatos e a coletar informações para ações judiciais.