A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada para quarta-feira, em meio a uma crescente crise de credibilidade na Corte. O julgamento, que expôs profundas divisões internas, foi adiado por até 90 dias, gerando preocupações sobre a transparência e a imparcialidade do órgão. O ministro Alexandre de Moraes, alvo de investigações, teve sua decisão postergada, o que gerou críticas de parlamentares e líderes da oposição.

O senador Flávio Bolsonaro acusou a "tropa de choque de Lula" de proteger Moraes, enquanto o líder da oposição, Marinho, afirmou que o adiamento cria um "tumulto judicial". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a situação, destacando que "ninguém pode ficar sob suspeita" na Suprema Corte. A crise, agravada por trocas de acusações entre ministros, tem levado a debates sobre a independência e a eficiência do Poder Judiciário.

Manifestações de entidades mineiras pedem apuração independente e responsabilização no STF, enquanto o ministro Gilmar Mendes foi acusado de intimidação contra outros magistrados. A situação alimenta dúvidas sobre a atuação de autoridades citadas nos autos e alega que o adiamento prolonga a instabilidade na Corte. A sessão plenária, marcada por tensão, pode intensificar a polarização e a percepção de falta de credibilidade no STF.