O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o julgamento sobre a investigação do ministro Alexandre de Moraes, decisão que gerou críticas e debates políticos. O adiamento, solicitado pelo ministro Flávio Dino, pode atrasar a definição sobre a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão foi tomada durante uma sessão plenária, onde parte dos ministros expressou dúvidas sobre irregularidades envolvendo o ministro.

O adiamento foi visto por alguns candidatos a presidente como um desgaste eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio Bolsonaro, candidato do PL, acusou a "tropa de choque de Lula no STF" de proteger Moraes, enquanto outros políticos associaram o adiamento a uma tentativa de "blindar" o ministro. A decisão também gerou desconfiança sobre a credibilidade da Corte, com críticas sobre a demora e a falta de clareza nas investigações.

A ministra Cármen Lúcia votou contra a reunião dos processos envolvendo Moraes e André Mendonça, mantendo-os separados. A sessão foi marcada por tensões, com alguns ministros tentando influenciar o resultado. O adiamento pode levar a uma decisão só após as eleições de outubro, aumentando a incerteza sobre o futuro do ministro.