O partido Chega solicitou a exoneração do ministro da Administração Interna, Luís Neves, após novas revelações sobre irregularidades durante sua gestão como diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ). A iniciativa parlamentar, apresentada na Assembleia da República, pede ao primeiro-ministro que tome medidas para "salvaguardar o prestígio e o regular funcionamento das instituições".

As críticas envolvem ações durante o período em que Neves liderou a PJ, entre 2018 e 2026. Entre as alegações, estão problemas com declarações patrimoniais, gestão financeira e contratos públicos. Além disso, há referências a relações com uma empresa que teria realizado trabalhos para o então diretor nacional.

Um caso específico envolve armas desaparecidas, como a pistola Glock, encontrada em mãos de traficantes durante a Operação Pacoba em 2022. Na época, Neves era diretor da PJ. A situação gerou polêmicas e questionamentos sobre a eficácia e transparência da instituição.

O PS também se manifestou, com o secretário-geral José Luís Carneiro pedindo responsabilidades ao primeiro-ministro. A pressão sobre Neves aumenta com a acumulação de críticas e a busca por maior transparência nas ações da PJ.