A moção de censura apresentada pelo partido Chega foi rejeitada na Assembleia da República, nesta terça-feira. Apenas 60 deputados votaram a favor da proposta, enquanto a maioria dos partidos, incluindo PSD, CDS, IL e Livre, votou contra. Os partidos da esquerda, PS, PCP, BE, PAN e JPP, optaram pela abstenção, totalizando 62 votos. A votação foi considerada uma derrota para o Chega, que tentava pressionar o Governo sobre a gestão da crise económica e social.

Durante o debate, o líder do Chega, Rui Teixeira Santos, defendeu as medidas como uma "resposta tática e limitada", enquanto o deputado Mário Amorim Lopes criticou a iniciativa como uma "cortina de fumo" para desviar atenção de Luís Neves. Adalberto Campos Fernandes, do PSD, destacou a falta de preparação dos deputados do Chega, salientando que apenas Rui Rocha interpelou o ministro.

Apesar do resultado negativo, o Chega insistiu na sua posição, alegando que Portugal "precisa" de Luís Neves. A rejeição da moção reforça a dificuldade do partido em mobilizar apoio dentro da Assembleia, especialmente diante da oposição de partidos mais tradicionais. A situação pode influenciar as próximas estratégias políticas do partido.