A autoridade nepalesa responsável pela gestão de emergências atualizou o número de mortos para 683, segundo informações divulgadas pela agência francesa AFP. O desastre ocorreu na quarta-feira (27/8) e afetou regiões fronteiriças com a China, causando uma grande quantidade de lama, gelo e água que destruiu casas, arrastou veículos e provocou a perda de vidas. O balanço inicial, que mencionava 620 mortos, foi revisado com a divulgação de novos dados.

O Nepal pediu ajuda especializada de países vizinhos para reforçar as operações de busca e resgate, já que quase 3 mil pessoas estão desaparecidas. A China também divulgou um balanço, mas as informações são limitadas e não detalham o número exato de vítimas no seu território. Além disso, imagens de satélite mostram que o lago formado perto dos deslizamentos diminuiu de tamanho, reduzindo o risco de novas enchentes.

Apesar do alívio com a redução do lago, a situação permanece crítica. A região do Himalaia continua em alerta, com a população ainda em busca de informações sobre os desaparecidos e a avaliação dos danos. A comunidade internacional está sendo solicitada para apoiar as operações de resgate, mas a falta de transparência na China dificulta a compreensão completa do impacto do desastre.