Portugal continua a estar abaixo da média da União Europeia em termos de utilização de subscrições pagas de streaming, segundo dados divulgados recentemente. Em 2025, quase um terço dos utilizadores de internet na UE tinha uma subscrição paga de streaming, mas em Portugal apenas 22% dos utilizadores se enquadram nesse perfil. O país ocupa o 19.º lugar entre os 27 Estados-membros da UE, revelando uma disparidade significativa em relação à média europeia.
A diferença entre Portugal e a média da UE pode ser atribuída a vários fatores, incluindo o custo dos serviços de streaming, a preferência por canais gratuitos e a infraestrutura digital. Apesar do crescimento global do streaming, o país ainda não conseguiu acompanhar o ritmo europeu. A situação levanta questões sobre a necessidade de investimento em tecnologia e na promoção de serviços digitais acessíveis.
A falta de adesão a subscrições pagas de streaming pode também estar ligada à cultura de consumo local, onde muitos utilizadores optam por canais gratuitos ou por alternativas mais económicas. A Comissão Europeia tem incentivado a modernização dos serviços digitais em toda a região, mas em Portugal o desafio parece ainda mais complexo.
A situação reflete um desafio maior para a indústria do entretenimento digital no país, que precisa de encontrar formas de atrair mais utilizadores para os serviços pagos, sem comprometer a acessibilidade.





























