Portugal enfrenta uma crise de gestão de resíduos, com os aterros sanitários a atingirem níveis críticos. Segundo dados divulgados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), apenas cerca de 20% da capacidade dos aterros está disponível, o que equivale a cinco ou seis anos de funcionamento. O presidente da APA, José Pimenta Machado, alerta que mais de metade dos resíduos do país acaba em aterros, colocando em risco a sustentabilidade dos locais.

A situação tem levado a preocupações crescentes sobre a capacidade do país de lidar com os resíduos gerados diariamente. Machado apela à população para uma maior conscientização e adotar práticas de redução e reciclagem. A falta de alternativas viáveis e a falta de investimento em soluções sustentáveis são apontadas como fatores que agravam o problema.

A crise tem gerado debates sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes e a importância de promover uma cultura de consumo responsável. A APA está a estudar novas estratégias para mitigar o impacto dos resíduos, mas o desafio é grande. O país precisa encontrar soluções urgentes para evitar que os aterros se esgotem em poucos meses.