Estados Unidos e Irã intensificaram as tensões após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos teriam "total controle" sobre o Estreito de Ormuz. A declaração, feita durante uma saída secreta de Trump da Turquia, gerou reações do governo iraniano, que nega a abertura do estreito e afirma que o fim do bloqueio depende dos EUA. A situação agrava-se no contexto de negociações travadas entre as duas potências, com o Irã buscando alternativas financeiras para driblar as sanções norte-americanas.

O Irã anunciou sua entrada no Banco dos Brics, uma iniciativa que amplia suas opções de financiamento e reduz a dependência de instituições ocidentais. A medida é vista como uma resposta às pressões econômicas impostas pelos Estados Unidos, que têm impulsionado a crise no Oriente Médio. Paralelamente, o petróleo fechou em leve alta, com investidores preocupados com a instabilidade regional e a possibilidade de escassez de recursos.

A recente viagem secreta de Trump, acompanhada por assessores e jornalistas em um avião usado como "isca", reforça a tensão entre os dois países. A situação eleva o risco de confrontos e reforça a complexidade das relações entre Estados Unidos e Irã, com consequências para a segurança internacional e o mercado energético.