O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em decisão monocrática. A medida, segundo Mendonça, não é inédita e baseia-se em jurisprudência do STF. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (8), após uma análise de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, são "estapafúrdios" e "nada jurídico".

O governo Lula reagiu à decisão e planeja acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar a medida. A AGU, segundo fontes, deve alegar violação de competência de Mendonça ao nomear ou afastar um diretor da PF. A Advocacia-Geral da União também deve recorrer da decisão ainda nesta terça-feira, segundo informações do portal Portaldoholanda.

A PF, por sua vez, monitorou Mendonça de forma ilegal durante quase um mês, segundo uma reportagem da revista Poder360. A investigação envolve a relação entre Mendonça e a AGU, que foi alvo de monitoramento por parte da instituição. A situação gerou tensão entre o Poder Judiciário e o Executivo, com o governo buscando reafirmar sua autoridade sobre a Polícia Federal.