O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, em decisão que gerou reações políticas. A medida, tomada em uma sessão extraordinária da Segunda Turma, foi baseada em relatórios de inteligência da PF que, segundo Mendonça, apresentavam conteúdo "surreal". O afastamento foi ordenado após a análise de procedimentos investigatórios penais e administrativos, segundo informações de fontes do PT.

A decisão foi acompanhada por ministros como Luiz Fux e Nunes Marques, que formaram a maioria para suspender Rodrigues da PF. O afastamento ocorreu na terça-feira (t), e Mendonça solicitou a convocação de uma sessão virtual para referendar a decisão. O caso está ligado ao braço do processo Master, que envolve investigações de corrupção.

A medida gerou críticas e debates sobre a independência da PF e o papel do STF na gestão da corporação. Alguns analistas acreditam que a decisão pode influenciar diretamente as eleições de 2026, ao envolver uma disputa política maior. O afastamento de Rodrigues, que lidera a PF, é visto como um marco na relação entre o Poder Judiciário e as instituições de segurança pública.

O caso permanece em análise, com a Segunda Turma ainda debatendo a legitimidade da decisão. A situação reforça a complexidade das relações entre o STF, a PF e o Executivo, em um contexto de polarização política no Brasil.