Lula enfrenta uma nova crise institucional após o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça do STF. O coordenador de campanha do petista, Marco Aurélio de Carvalho, defendeu que Lula deveria recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão e também reunir o Conselho da República para tratar da situação. A medida, segundo Carvalho, coloca o Brasil em uma crise sem precedentes.

O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, criticou a decisão de Mendonça como uma "intromissão" e alegou que ela tem "cheiro eleitoral". A decisão de afastar Andrei Rodrigues, que liderava a PF, foi baseada em um relatório que levantou suspeitas sobre o procurador-geral da República, Jorge Messias, e serviu para um contra-ataque do ministro Gilmar Mendes.

A situação agrava a polarização política e alimenta a estratégia da oposição. Andrei Rodrigues, que foi delegado por mais de 20 anos e acompanhou Lula durante sua campanha eleitoral de 2022, é visto como uma figura central na operação. A falta de ação de Lula diante da decisão do STF alimenta críticas e aumenta a tensão no cenário político nacional.