A Polícia Federal (PF) investiga o banqueiro Daniel Vorcaro por suspeitas de ter utilizado uma agência de luxo para facilitar viagens de "dezenas de autoridades e ocupantes de cargos públicos" no exterior, segundo informações preliminares. A investigação, que envolve a Operação Compliance Zero, aponta que Vorcaro teria beneficiado políticos e funcionários públicos com viagens pagas por meio de uma empresa de luxo, possivelmente como forma de influência ou corrupção. A PF já identificou indícios de que o empresário teria usado a empresa para distribuir benefícios a autoridades, incluindo o ex-ministro Ciro Nogueira, que está envolvido em outras investigações.
O caso ganhou relevância com a pressão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a PF libere dados do celular de Vorcaro, que foi apreendido durante uma operação. O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, solicitou acesso integral aos dados, enquanto outros ministros, como Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, também pressionam pela divulgação. A PF, por sua vez, tem se mostrado relutante em liberar as informações, alegando que o conteúdo pode conter dados sensíveis. A disputa entre o STF e a PF reflete o conflito entre a investigação criminal e a proteção de informações privadas. A operação também envolve a mansão de Vorcaro em Belo Horizonte, que foi proposta como base operacional pelos investigadores, mas foi negada pelo ministro Luís Roberto Mendonça.




























