O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para 23 de setembro a sessão em que o tribunal analisará a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. A decisão foi divulgada após a negativa de Fachin a um pedido de julgamento conjunto entre Moraes e Mendonça, que havia sido apresentado por parte do relator.
A sessão de 23 de setembro também será dedicada à análise de relatórios da Polícia Federal sobre a conduta de Mendonça, que está sob investigação por possíveis irregularidades. A manutenção do julgamento de Moraes para 15 de setembro reforça a divisão interna no STF, com a ala que apoia Moraes buscando evitar um confronto direto com Mendonça.
A negativa de Fachin ao pedido de julgamento conjunto foi vista por alguns analistas como uma medida para evitar um embate pessoal entre os dois ministros. A situação reflete a complexidade das relações dentro do STF, onde diferentes correntes políticas e jurídicas buscam influenciar o andamento dos processos.
O caso envolve acusações de abuso de poder e conduta inadequada, com a Advocacia-Geral da União (AGU) alegando que Moraes teria criado uma estratégia para isolar Fachin e influenciar o julgamento. A decisão de Fachin reforça a independência do presidente do STF diante das pressões internas.




























