O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu que os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça serão julgados separadamente. A decisão foi anunciada após a negativa ao pedido de Moraes de que os processos fossem analisados em conjunto. A sessão plenária extraordinária para o julgamento de Moraes está marcada para a próxima terça-feira, 15 de setembro. Já o julgamento de Mendonça será realizado no dia 23 de setembro.

A decisão de Fachin foi baseada em considerações sobre a complexidade e a natureza distintas dos casos. O ministro Moraes, que lidera a investigação sobre o caso Master, não conseguiu convencer o presidente da Corte para uma análise conjunta. Já o processo de Mendonça, que envolve acusações de relações impróprias com o ex-ministro Carlos Vorcaro, continua em andamento.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou seu pedido para que Mendonça libere todo o conteúdo do celular de Vorcaro, afirmando que é relevante que todos os integrantes do STF tenham conhecimento prévio dos dados. A decisão de Fachin e a manutenção dos prazos para julgamento reforçam a separação dos processos, mantendo a ordem interna do STF.

A situação reflete a complexidade dos processos dentro do Supremo Tribunal Federal, onde a divisão de responsabilidades e a análise de cada caso individualmente são prioridades. A manutenção dos prazos e a separação dos julgamentos continuam a ser pontos centrais na agenda do STF.