O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que a aplicação de medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos só ocorrerá após as eleições de outubro. A declaração foi feita em resposta às tarifas impostas pelos EUA, que ele considera uma forma de pressão política. O governo brasileiro está analisando a possibilidade de retaliar com tarifas, mas ações concretas dependem de uma série de etapas e da conclusão do processo eleitoral.
Segundo fontes governamentais, a reciprocidade prevista na Lei da Reciprocidade Econômica ainda não será aplicada antes do segundo turno, previsto para 25 de outubro. Membros do governo acreditam que a medida só será implementada após a definição do próximo presidente. Lula também criticou a indicação do embaixador norte-americano, Daniel Perez, afirmando que só concederá o agrément após as eleições.
Além disso, Lula destacou que o presidente norte-americano, Donald Trump, é o único da alta administração que mantém conversas sérias com ele. Ele atribuiu parte das divergências ao senador republicano Marco Rubio. O presidente brasileiro reforçou que não deseja uma "briga" com os EUA, mas defendeu a necessidade de uma posição firme diante das pressões comerciais.

























